O ex-presidente Jair Bolsonaro foi submetido, nesta quinta-feira (25), a uma cirurgia eletiva para correção de hérnia inguinal bilateral, após ter sido internado na véspera para avaliação médica e preparação do procedimento. De acordo com informações médicas, a intervenção ocorreu conforme o programado e não se trata de um quadro emergencial, mas de uma medida preventiva para evitar complicações futuras.
A hérnia inguinal acontece quando uma parte do intestino ou tecido abdominal escapa por uma região fragilizada da parede abdominal, especialmente na área da virilha. Embora nem sempre apresente risco imediato, a condição pode provocar dor, desconforto e, em casos mais graves, o chamado encarceramento do intestino — situação em que o órgão fica preso na abertura, exigindo cirurgia de urgência. Por isso, especialistas recomendam a correção cirúrgica assim que o diagnóstico é confirmado.
O procedimento pode ser realizado por cirurgia aberta ou por videolaparoscopia, técnica menos invasiva, e geralmente envolve o reforço da parede abdominal com o uso de uma tela cirúrgica, o que reduz significativamente as chances de recidiva. Médicos também esclarecem que os soluços apresentados recentemente por Bolsonaro não têm relação direta com a hérnia inguinal. Segundo especialistas, esse sintoma pode estar associado a refluxo gástrico ou à presença de uma hérnia de hiato, condição diferente da hérnia inguinal.
