O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta médica na tarde desta quinta-feira (1º de janeiro de 2026) após permanecer internado desde 24 de dezembro no Hospital DF Star, em Brasília, onde foi submetido a cirurgia de hérnia inguinal bilateral e outros procedimentos para tratar complicações de saúde, como crises persistentes de soluço. Assim que recebeu alta, ele foi transferido de volta à Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre sua pena de 27 anos e 3 meses de prisão por liderar um plano para subverter o resultado das eleições de 2022, conforme sentença do Supremo Tribunal Federal.
Na manhã desta quinta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou mais um pedido da defesa para que Bolsonaro cumprisse o restante da pena em prisão domiciliar humanitária. Na decisão, Moraes afirmou que não havia “fatos supervenientes” suficientes para alterar o regime de cumprimento da pena, ressaltando que a condição de saúde do ex-presidente apresentou melhora após as intervenções médicas e que as medidas prescritas pelos médicos poderiam ser atendidas dentro das dependências da PF, sem prejuízo ao tratamento.
A defesa havia argumentado que o retorno ao regime fechado poderia agravar o quadro clínico, citando riscos relacionados à recuperação pós-operatória e ao histórico de apneia do sono e soluços incapacitantes, e chegou a comparar o seu caso ao de outros ex-presidentes contemplados com medidas humanitárias no passado. No entanto, Moraes reafirmou que os critérios legais para prisão domiciliar não foram satisfeitos, mantendo Bolsonaro sob custódia da PF em Brasília. A transferência marca mais um capítulo da rotina judicial do ex-presidente, que segue sob rigoroso acompanhamento médico e judicial.
