A ampliação da licença-paternidade no Brasil, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (31), marca um avanço significativo nas políticas de apoio à família. Após mais de uma década de քննարկões no Congresso Nacional, a nova legislação atende a uma demanda antiga da sociedade, permitindo que pais tenham mais tempo para acompanhar os primeiros dias de vida dos filhos — um período essencial para o fortalecimento dos vínculos familiares.
Pelas regras atuais, a licença-paternidade no país é de apenas cinco dias corridos. Com a mudança, o aumento será feito de forma gradual: o benefício passará para 10 dias em 2027, 15 dias em 2028 e atingirá 20 dias em 2029. A progressão busca equilibrar os impactos para empregadores e trabalhadores, ao mesmo tempo em que amplia direitos de forma estruturada.
Com a nova lei, o Brasil deixa de integrar o grupo de países com políticas mais restritivas e passa a ocupar uma posição intermediária no cenário internacional. O país supera nações como México e também avança em relação aos Estados Unidos, reforçando o compromisso com políticas públicas voltadas à valorização da paternidade e ao bem-estar familiar.
