A crise energética em Cuba se agravou em fevereiro de 2026 e já atinge diretamente o setor de aviação e o turismo, pilares da economia do país. A escassez de combustível levou à suspensão e reorganização de voos internacionais, incluindo operações da Air Canada, enquanto operadoras russas anunciaram a retirada de turistas e a interrupção temporária de rotas. A falta de querosene de aviação expôs a fragilidade do abastecimento energético da ilha, ampliando os impactos econômicos em meio à redução de receitas e ao aumento da pressão sobre hotéis, aeroportos e serviços ligados ao setor turístico.
Internamente, a crise reflete-se em racionamento de combustíveis, apagões e dificuldades no transporte público, agravando a inflação e o desabastecimento. A dependência histórica de petróleo importado, especialmente da Venezuela, e as restrições internacionais intensificaram o cenário de instabilidade, enquanto países como Mexico e Russia discutem alternativas de apoio. Analistas alertam que, sem uma solução diplomática e energética de curto prazo, Cuba poderá enfrentar consequências econômicas e sociais ainda mais severas nos próximos meses.
