O Ministério Público do Maranhão (MP-MA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), realizou nesta quinta-feira (8) as oitivas dos 11 vereadores investigados por participação em um esquema de corrupção que teria desviado mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos da Prefeitura de Turilândia, município da Baixada Maranhense. Segundo o MP-MA, todos os vereadores optaram por permanecer em silêncio durante os depoimentos por videoconferência, realizados a partir da sede da Promotoria de Justiça de Santa Helena, cidade vizinha.
A investigação é parte da Operação Tântalo II, deflagrada em dezembro de 2025, que já resultou em prisões preventivas do prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), da vice-prefeita Tânya Mendes (PRD), da primeira-dama Eva Curió, da ex-vice-prefeita Janaína Soares Lima, além de empresários, servidores públicos e outros agentes suspeitos de integrar o esquema criminoso. A Justiça expediu 51 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão, que foram cumpridos em várias cidades maranhenses.
De acordo com o MP-MA, o suposto esquema se baseava na manipulação de licitações e contratações públicas com empresas de fachada para desviar recursos das áreas da Saúde, Assistência Social e obras municipais. Entre os crimes investigados estão organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais, com prejuízo estimado ao erário superior a R$ 56,3 milhões. A Justiça converteu a prisão de alguns vereadores em domiciliar ou em uso de tornozeleira eletrônica, enquanto os gestores mais diretamente envolvidos permanecem detidos.
