As investigações conduzidas pelo Ministério Público do Maranhão, por meio do Gaeco, apontam a existência de uma organização criminosa estruturada dentro da Prefeitura de Turilândia, no interior do estado, operando desde 2021 a partir de contratos públicos utilizados como fonte de desvio de recursos. Segundo o promotor de Justiça Fernando Aragão, o grupo seria liderado pelo prefeito Paulo Curió e pela primeira-dama Eva Curió, apontada como peça-chave no esquema e responsável pela lavagem do dinheiro desviado. O modelo criminoso, conforme as apurações, funcionava por meio de pagamentos suspeitos relacionados ao abastecimento de combustíveis, mecanismo utilizado para justificar a saída irregular de verbas públicas.
Durante a megaoperação, foram apreendidos valores expressivos em espécie, documentos e outros materiais que agora passam por análise técnica, reforçando a complexidade e a dimensão do esquema investigado. O caso provocou forte repercussão política no Maranhão, reacendendo o debate sobre a necessidade de mais rigor nos mecanismos de fiscalização e transparência na gestão pública. As autoridades continuam aprofundando as investigações para identificar todos os envolvidos e delimitar o prejuízo causado aos cofres públicos.
Em novo desdobramento, nesta quinta-feira (25), cinco vereadores que tinham mandados de prisão em aberto se apresentaram voluntariamente na Unidade Prisional de Pinheiro (UPPHO): Gilmar Carlos (União Brasil), Sávio Araújo (PRD), Mizael Soares (União), Inailce Nogueira (União) e Ribinha Sampaio (União). De acordo com a apuração, os parlamentares permanecem custodiados na unidade enquanto aguardam a chegada e instalação das tornozeleiras eletrônicas, medida necessária para o cumprimento do regime de prisão domiciliar, conforme determinações da Justiça.
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