Em uma ação militar sem precedentes na América Latina, os Estados Unidos lançaram na madrugada deste sábado (3) um ataque em larga escala contra alvos estratégicos na Venezuela, incluindo a capital Caracas, marcando a mais direta intervenção norte-americana na região em décadas. Explosões foram ouvidas por moradores e registros de fumaça no céu ilustraram a operação, que, segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, e na sua retirada do país por via aérea. A Casa Branca classificou a ofensiva como um sucesso estratégico após meses de crescente pressão política e acusações de envolvimento de Maduro com atividades ilícitas ligadas ao narcotráfico.
A captura de Maduro representa um ponto de ruptura nas relações bilaterais e um novo capítulo na crise política venezuelana, com o governo dos EUA indicando que o ex-mandatário será julgado em solo americano, enquanto Trump declarou que Washington assumirá a administração temporária do país até que uma transição considerada “segura e judiciosa” possa ocorrer. A operação, que incluiu tropas de elite e uso de aeronaves especiais, foi descrita por autoridades americanas como parte de um esforço mais amplo para combater o que chamam de “terrorismo e narco-crime”, e rompe com décadas de política de não intervenção direta na região.
A comunidade internacional reagiu com forte polarização: enquanto alguns apoiadores de Maduro veem a ação como uma agressão militar e uma violação flagrante da soberania venezuelana, críticos do regime chavista saudaram a captura como um momento potencialmente decisivo para mudanças políticas internas. Organismos internacionais e diversos governos já expressaram preocupação com o impacto humanitário e legal do ataque, destacando a necessidade de transparência quanto às circunstâncias da operação e aos desdobramentos para o povo venezuelano, que enfrenta agora um cenário de incerteza profunda.
