A cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, foi devastada na tarde de sexta-feira (7) por um tornado de grande intensidade, classificado entre os níveis F2 e F3, com ventos que ultrapassaram os 250 km/h, segundo o Simepar. O fenômeno provocou uma tragédia: seis mortes foram confirmadas — cinco no município e uma em Guarapuava — e deixou mais de 430 pessoas feridas, conforme dados da Defesa Civil e da Secretaria de Saúde do Estado.
Com cerca de 90% da área urbana destruída, o cenário é de colapso estrutural. Casas, escolas, comércios e prédios públicos foram severamente danificados, e equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e voluntários seguem atuando na busca por desaparecidos e no atendimento às vítimas. Postes e árvores caídos bloqueiam várias vias, enquanto o fornecimento de energia e água segue interrompido em boa parte do município.
O governo do Paraná decretou estado de calamidade pública e enviou reforços para garantir assistência médica, reconstrução emergencial e apoio humanitário. Hospitais e abrigos foram montados para atender os desabrigados, e doações estão sendo recebidas por canais oficiais. O desastre reacende o alerta sobre a intensificação de eventos climáticos extremos no Sul do Brasil e a urgência de políticas preventivas para minimizar os impactos de tragédias como a que atingiu Rio Bonito do Iguaçu.

